MAPPA
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No mapeamento aéreo com drones, muitos resultados podem ser gerados, da topografia ao agronegócio.

Eles partem de um mesmo pressuposto: o processamento das imagens captadas pelo drone durante um voo de mapeamento.

Dentro deste universo, existem diferentes tipos de resultados, que serão utilizados de diferentes maneiras.

Por isso, é importante saber o que é o processamento das imagens, quais resultados ele entrega, e quais informações podem ser geradas a partir do pós-processamento, ou seja, uma análise feita com base em um dos resultados gerados.

 

Processamento de imagens: transformar fotos em mapas

Em um processamento de imagens, as fotos captadas pelo drone são unidas através de pontos comuns entre si.

Isso é possível porque cada foto feita pelo drone conta com dados de altitude e posicionamento com coordenadas, o que chamamos de geotag. Essa geotag pode ser apresentada de diferentes maneiras, dependendo do modelo do drone utilizado.

A partir dos dados de posicionamento e da sobreposição de imagens, fator crucial para que existam informações compatíveis e processáveis, é realizada a reprodução tridimensional das imagens captadas pelo drone e a vetorização do mapa.

Assim, as fotos obtidas em um voo de mapeamento se transformam em um mapa e é possível medir distâncias, áreas e ângulos.

 

Leia também: Qual a importância da sobreposição de imagens no mapeamento?

 

Este processo resulta em dois tipos de resultados iniciais:

  • Rasters: são imagens georreferenciadas, onde cada pixel contém um valor específico que pode ser lido, geralmente em arquivos “.tif”. Exemplo: um pixel em um modelo digital de terreno possui um valor de altimetria específico daquela posição.

 

  • Vetores: são as formas que conectam vértices georreferenciados, representados graficamente em um mapa. Eles podem ser conectados por linhas, polígonos ou representados em outras formas. Geralmente são arquivos “.shp” ou “.kml”. Exemplo: representação de curvas de nível.

Sendo assim, os mapas obtidos no processamento de imagens são:

 

 

ORTOMOSAICO

O ortomosaico é um conjunto de fotos de escala aproximada, de uma determinada região, recortada e montada de tal forma a dar impressão de que todo o conjunto é uma única fotografia, um mapa.

 

MDT, MDS E CURVA DE NÍVEL

O Modelo Digital de Superfície (MDS ou DSM) e Modelo Digital de Terreno (MDT ou DTM) são mapas temáticos com informações de altitude

Esses produtos se diferenciam pelo fato do MDS representar a altitude de todos os objetos acima do solo, enquanto o MDT indica apenas as altitudes do relevo, filtrando objetos que não fazem parte do terreno. 

As curvas de nível são a representação vetorizada das altitudes, sendo assim mais práticas e leves para o trabalho topográfico.

 

ÍNDICES DE VEGETAÇÃO

Os índices de vegetação são combinações matemáticas entre diferentes comprimentos de onda do espectro eletromagnético e destacam comportamentos da vegetação com relação ao seu ambiente. 

Cada índice utilizado possui a finalidade de indicar determinado comportamento específico da cultura e gerar informações com praticidade e precisão, sendo feitos com câmeras RGB ou multiespectral embarcadas nos drones.

 

Pós-processamento de imagens: transformando dados brutos em informação

O pós-processamento é a etapa em que algoritmos e análises específicas são aplicados nos mapas gerados no processamento de imagens.

É neste momento em que as possibilidades se expandem e extraímos informações relevantes para um objetivo traçado pela pessoa ou empresa que está fazendo uso do mapeamento com drones.

Na Mappa, as análises de pós-processamento são feitas automaticamente, com o uso de inteligência artificial e técnicas aplicadas pelo nosso time de agrônomos.

Elas variam em disponibilidade de acordo com o contexto do mapeamento, em áreas urbanas ou rurais, por exemplo, e nas diferentes culturas com as quais trabalhamos.

 

ALTIMETRIA

É a análise do terreno: relevo, diferenças de altura e medição de volume em um produto cartográfico. Ele, por sua vez, pode ser baixado formato “.tif” para ser manipulado em outros softwares, como os do tipo CAD.

 

 

PRESENÇA DE DANINHAS

Plantas daninhas são um desafio no campo – não há profissional da cadeia produtiva que não saiba o problemão que elas podem ser.

Por afetar o rendimento de uma safra, seu manejo é o assunto principal de diversos estudos. 

Através da análise identificação de daninhas é possível localizar pontos de foco na lavoura e quantificar o grau de infestação para tomada de decisões precisa na aplicação de herbicidas. 

Dessa maneira reduz-se consideravelmente o gasto com insumos, tratando o problema em seus estágios iniciais e de maneira efetiva.

 

LINHAS E FALHAS DE PLANTIO

Esta análise é muito utilizada na cana-de-açúcar, uma das principais culturas brasileiras.

Usando o ortomosaico como base, aplica-se um algoritmo capaz de identificar automaticamente as linhas de plantio e localizar suas falhas, calculando com precisão a quantidade de falhas por metro linear. 

A identificação de falhas traduz o índice de aproveitamento do talhão e pode ser um indicador para renovação da cultura ou como informação principal para tomada de decisão no manejo.

O produtor, então, pode fazer restituição de linhas de plantio utilizando o arquivo gerado pela Mappa diretamente no maquinário.

A automação do processo reduz perdas no canavial, frequentemente geradas por amassamento, e aumenta a produtividade total da lavoura.

 

CONTAGEM DE PLANTAS

Para diversas culturas é possível traçar uma estimativa direta entre a produtividade e a quantidade de indivíduos.

Através desse resultado é possível acompanhar a taxa de mortalidade da cultura, estande médio e estimar a produtividade da lavoura.

 

 

ANÁLISE DE BIOMASSA

Com a aplicação dos índices de vegetação gerados com sensor multiespectral, é possível verificar o desenvolvimento do plantio, sua saúde e realizar a classificação da biomassa do cultivar.

 

 

ANÁLISE DE COBERTURA

Na análise de cobertura, feita com câmera de sensor RGB, é possível realizar a comparação entre solo exposto e cobertura vegetal, ou seja, pode-se mensurar áreas com bom desenvolvimento (presença de plantas) e áreas com solo exposto (baixa ou nenhuma presença de plantas.

Ao identificar padrões de comportamento do solo, é possível prever problemas futuros, como a erosão, falhas de irrigação ou escoamento de água, entre outros.

 

 

MAPA DE TAXA VARIÁVEL (SHAPEFILES)

O mapa de taxa variável é obtido com a exportação dos arquivos de imagem para formato shapefile para que as controladoras do trator façam aplicação dos herbicidas apenas nos locais indicados pelas imagens.

Ele pode ser criado a partir de análises de daninhas, de biomassa, para aplicação de inibidores de crescimento ou para aplicação de outros insumos, de acordo com o objetivo do produtor.

 

Processamento e pós-processamento a poucos cliques de distância

Entender como ocorre a geração de informações a partir dos drones e a diferença entre os mapas gerados é fundamental.

Ao criar uma nova conta na Mappa, você pode utilizar o período de testes para conhecer os produtos gerados e fazer processamentos gratuitos por conta própria, por tempo limitado. Neste post, mostramos como aplicar os resultados gerados pela plataforma Mappa em um pré-plantio para qualquer cultura – que tal aproveitar e utilizar o mapeamento com drones na próxima safra?

NAVEGUE PELOS MAPAS DEMONSTRATIVOS

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