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De acordo com dados da Statista, o mercado de drones deve crescer pelo menos 43 bilhões de dólares até 2024, com uma taxa de expansão de 20% ao ano. Este é o momento ideal para começar a fazer mapeamento com drone.

Quando aliados ao processamento de imagens, os drones trazem escalabilidade para operações, alta performance e informações que permitem decisões estratégicas e assertivas.

Bom, com certeza você já ouviu falar bastante nas vantagens do uso de VANTs em campo, então que tal descobrir como fazer o mapeamento com drones, do voo ao processamento de imagens em 4 passos?

Prefere consumir esse conteúdo em vídeo? Basta dar o play:

1. Escolha os equipamentos certos para o mapeamento com drone

 

Qual o melhor drone para mapeamento?

Escolher o tipo de drone para mapeamento mais adequado para as suas necessidades é o primeiro passo. Para isso, leve em consideração sua área de atuação, a extensão das áreas que serão mapeadas e o volume da sua demanda.

Certo, agora que você já tem estes fatores em mente, vamos apresentar os dois tipos de drone disponíveis no mercado. Assim, você poderá fazer uma escolha mais assertiva e informada!

 

Multirotores

Vindos direto da fotografia e do mercado de entretenimento, rapidamente os drones multirotores foram adaptados para o mercado de mapeamento aéreo.

Uma das principais vantagens destas aeronaves é o seu custo relativamente baixo e a praticidade. Por isso, os multirotores costumam ser os drones mais populares entre desde os pilotos iniciantes até os mais experientes.

Mas o que não falta atualmente são modelos de drones multirotores disponíveis no mercado, não é mesmo? Para fugir de enrascadas e adquirir um equipamento que seja compatível com mapeamento aéreo dê preferência para a marca DJI.  Atualmente um dos modelos mais indicados é o Mavic Air 2. 

Drones de Asa fixa

Os drones de asa fixa foram criados para garantir alta performance, robustez e velocidade. Por isso, a autonomia dessas aeronaves é muito maior (em média de 2 horas), chegando a cobrir 3.500 ha/voo.

Para além da performance de voo, é muito importante estar atento para o material do drone. Matérias primas mais frágeis, como o isopor, podem aumentar a recorrência dos danos e manutenção. E tempo é dinheiro, um drone parado não faz mapeamentos e não gera receita, não é?

Outra funcionalidade para ficar de olho é o pouso de paraquedas! Ele possibilita que a área de pouso seja menor, o que é ótimo quando falamos em mapeamento em áreas urbanas. E claro, eles também ajudam a reduzir danos e eventuais manutenções.

Bom, como você pode perceber, os drones de asa fixa são ideais para atender um grande volume de demanda, cobrir áreas extensas e atingir alta performance.

Está curtindo esse artigo? Então não deixe de conferir o manual completo de mapeamento com drones da Mappa:

 

Qual câmera usar em mapeamento com drones?

Não precisa se preocupar, é muito simples escolher qual câmera usar em mapeamento com drones. As mais utilizadas para esse fim são as com sensores RGB, com ela você poderá gerar boa parte dos resultados necessários.

Podemos citar como exemplos ortomosaicos, MDS, MDT, nuvens de pontos e modelos 3D.

Além das câmeras RGB, os sensores Multiespectrais nos permitem compreender o desenvolvimento e saúde de plantas. Este modelo de câmera permite uma leitura precisa dos índices de vegetação, como o NDVI e o NDRE, por exemplo.

Quer saber mais sobre sensores RGB e Multiespectral? Confira este artigo.

mapeamento-com-drones-sensores
GPS ou Base PPK?

Com certeza você já conhece o GPS! Ele está em todos os lugares: do seu carro, a smartphones e relógios. Já no mapeamento com drones ele é utilizado para guiar o voo e informar a localização da aeronave.

Assim cada foto tirada em um voo contará com dados de posicionamento do sistema GPS embarcado na aeronave. No entanto, a margem de erro de posicionamento geográfico de um GPS costuma ficar entre 3 a 5 metros.

Mas calma, se você precisa de resultados extremamente precisos esse erro tem solução! É aí que entra o PPK, ou Post Processed Kinematics. Quando embarcado no drone, ele é capaz de garantir correspondência exata entre os dados coletados e o posicionamento real.

O PPK é um excelente aliado em levantamentos topográficos, retificações, desmembramentos e aglutinação de áreas, mapeamento e cadastro de rodovias, obras, georreferenciamento, entre outros.

 

Que software de processamento de imagens usar?

Atualmente existem duas formas de processar o mapeamento com drones, é possível decidir entre softwares offline ou em nuvem. Mas quais são as vantagens de cada uma? 

Os softwares de processamento de imagens offline são extremamente conhecidos e utilizados, mas ao longo dos últimos anos vêm perdendo espaço e usuários. Apesar de serem capazes de entregar resultados com precisão, o investimento inicial para aquisição de uma licença é bem alto. 

Além disso, também é necessário adquirir um computador de alta performance e cursos de capacitação.

Os softwares offline também deixam a desejar no quesito velocidade de processamento. Um voo com 300 a 400 imagens, por exemplo, pode levar um dia inteiro para ser concluído.

Já os softwares de processamento de imagens em nuvem tornam a rotina de trabalho fácil e rápida. Em apenas um dia é possível processar em média 8 voos com 300 a 400 imagens, e ainda criar ortomosaicos, curvas de nível, MDT e MDS com apenas 10 cliques.

Ficou curioso para saber mais? Então confira as 5 vantagens de processar imagens de drone em nuvem.

 

Software de processamento de imagens Mappa.

2. Planeje o Voo de Mapeamento

Agora que você já adquiriu os melhores equipamentos para as suas demandas, chegou a hora de planejar o voo!

 

Crie o plano de voo do mapeamento com drone

O planejamento do mapeamento com drone é fundamental para garantir bons resultados e eliminar as chances de retrabalho. 

Aliás, o voo automático é um requisito obrigatório para o mapeamento aéreo, já que ele garante a sobreposição de imagens, precisão e GSD ideais para um bom resultado.

Quando os voos são realizados manualmente o drone percorre uma trajetória que não é uniforme, o que pode gerar falhas e buracos ao longo de todo o ortomosaico. Por isso é fundamental usar aplicativos de planejamento de voo, confira alguns dos apps testados e indicados pela Mappa:

  • Drone Harmony (gratuito e compatível com Android e iOS)
  • DroneLink (pago e compatível com Android e iOS)
  • Litchi (pago e compatível com Android e iOS)

Além disso, não deixe de ficar de olho nas condições climáticas, na segurança e sobreposição de imagens do mapeamento aéreo. Confira algumas dicas:

Verifique condições climáticas

Para evitar sombras indesejadas e capturar imagens nítidas dê preferência para dias de sol pleno entre às 9h e às 15h, ou dias completamente nublados das 11h às 14h. 

Além disso, não realize voos em dias de chuva e evite ventos acima de 8 a 10 metros por segundo.

Para escolher o dia do seu voo e ficar de olho em mudanças climáticas, nós indicamos o app WindGuru!

mapeamento-com-drones-condições-climáticas

Defina o local de decolagem e pouso

Uma boa área de decolagem e pouso traz segurança para a operação, e também previne que seu drone sofra danos físicos.  

Por isso, escolha um lugar livre de obstáculos como matas, rios, torres ou construções em geral.

 

Delimite polígono de voo 

Você não quer que seus mapas fiquem com áreas faltando, não é mesmo? Para isso, o polígono de voo deve ser pelo menos de 10% a 20% maior do que a área de interesse.

 

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Atente-se para o relevo da área do mapeamento com drone

Quando sua área de interesse possuir uma diferença grande entre os níveis do relevo, faça mais de um voo: um para a parte mais baixa, outro para a parte mais alta. E para evitar erros não esqueça da sobreposição entre os voos.

 

áreas-com-níveis-diferentes-de-altura-mapamento-com-drones

 

Crie sobreposições entre voos.

Ainda não ficou muito claro como fazer a sobreposição entre os voos? É simples! Quando a área for superior a autonomia do seu drone, separe esta região em mais de um voo e crie sobreposições de pelo menos 20%.

 


 

3. Durante a operação de mapeamento com drones

Sim, chegou a hora que você estava esperando! Prepare seu drone, cheque os últimos detalhes e voe!

 

Atente-se para a direção do vento.

Está planejando fazer o mapeamento com um drone de asa fixa? Não esqueça de voar sempre perpendicular (90º) à direção do vento e faça curvas contra as correntes.

 

voo-perpendicular-mapeamento-com-drone

 

Qual a altura ideal para o mapeamento com drone? 

A altura ideal para o mapeamento com drone depende diretamente do resultado que precisa atingir. Mas em geral, bons voos podem ser feitos entre 100 a 120 metros de altura. Não esqueça de configurar a sobreposição de imagens para 80%.

Quer saber mais sobre GSD e a altura ideal para cada resultado? Leia este artigo.

4. Processe as imagens do seu mapeamento com drone

Tão essencial quanto um bom mapeamento com drone, é gerar resultados de geoprocessamento precisos com as imagens obtidas. Afinal, é através deles que você poderá tomar decisões assertivas e ágeis, extrair insights poderosos e analisar dados de forma clara com apenas alguns cliques.

 

Ortomosaicos

Por isso, usar um software de processamento de imagens é tão importante: é ele que vai transformar as fotos do drone em ortomosaicos, como esse que aqui embaixo.

Os ortomosaicos são georreferenciados, ou seja: têm informações de localização equivalentes às da área real.
A geolocalização das ortofotos também possibilita que você calcule áreas, faça medições e colete coordenadas diretamente na Mappa.

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Ortomosaico gerado automaticamente no Software Mappa.

 

MDT, MDS e Curva de Nível

O MDT, MDS e curvas de nível são mapas essenciais para a topografia e engenharia. Com eles você pode gerar resultados como análises de altimetria e levantamentos topográficos.

Afinal, o Modelo Digital de Superfície (DSM) e Modelo Digital de Terreno (DTM) são mapas com informações de altimetria da área mapeada. A principal diferença entre eles é que o DSM representa a altimetria de todos os objetos acima do solo, como árvores, casas e pilhas de materiais. Já o DTM representa apenas a variação de altimetria do próprio terreno. 

Já imaginou gerar modelos de terreno, modelos de superfície e curvas de nível com apenas 10 cliques?

 

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DSM gerado automaticamente no software Mappa.

 

Nuvem de pontos 

Lembra do Modelo Digital de Superfície que falamos ali em cima? Através dele é possível gerar a nuvem de pontos, velha conhecida de topógrafos e engenheiros. A partir dela você irá gerar cotas de altimetria da área de interesse, ou seja, cada ponto terá uma coordenada X, Y e Z, permitindo o processo de georreferenciamento.

Além do georreferenciamento e dos levantamentos topográficos, a nuvem de pontos também pode ser utilizada para estimar o volume de materiais em campos de obra ou em minas.

mineracao-nuvem-de-pontos

 

Modelos 3D

E por fim, através da nuvem de pontos com um software de processamento de imagens online é possível gerar modelos 3D com poucos cliques. Eles são criados a partir da renderização da Nuvem de Pontos densificada.

Assim que o seu
modelo 3D for gerado, ele já estará disponível para download e poderá ser manipulado em outros softwares como o Cinema 4D, Global Mapper, Revit e Wavefront.

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Modelo 3D gerado através do software Mappa.

 

Índices de vegetação

Os índices de vegetação permitem compreender o desenvolvimento e saúde das plantas, são essenciais para a agricultura de precisão. 

Com eles é possível observar diversos fatores relativos à vegetação como o seu desenvolvimento, sua biomassa, ausência de determinados nutrientes, a cobertura do solo,  entre outros.

Logo, você poderá monitorar a saúde e desenvolvimento da plantação de forma estratégica. Gerando impactos na economia de insumos, em torno de R$ 35,00 por hectare, e no aumento da escalabilidade da produção.

Quer saber mais sobre os índices de vegetação e seus impactos na agricultura? Confira este artigo.

 

indice-de-vegetação

 

Pontos de Controle

Manipular os pontos de controle no processamento de imagens pode ser demorado, trabalhoso e comprometer a precisão dos seus mapas. Mas com um software online, como a Mappa, não é preciso se preocupar!

Os pontos de controle são processados automaticamente, basta enviar o documento com as coordenadas, simples assim.

Descubra mais dicas sobre como usar pontos de controle no processamento de imagens neste artigo, e dê adeus para a imprecisão.

 

pontos-de-controle-dois-voos

 

Integrando resultados com outros softwares

Estamos quase lá! Com os resultados de processamento de imagens em mãos é possível dar sequência ao seu projeto, e para isso basta integrá-los com os softwares que você já usa como o QGIS, Autocad, PvSol ou MetricaTopo.

Para conferir os 8 softwares que tem integração com a Mappa leia este artigo.

Mas não precisa se preocupar, fazer upload dos seus mapas em outros softwares é fácil e rápido, bastam alguns cliques, descubra como nesses tutoriais:

 

Agora que você já conhece todo o passo a passo do mapeamento com drones, que tal fazer processamento de imagens online em apenas 10 cliques? Converse com um consultor comercial.