Mapa de Aplicação em Taxa Variável

Um dos maiores desafios do produtor é fazer uma boa gestão de insumos na sua propriedade. Seguindo os preceitos da agricultura de precisão, a aplicação em taxa variável é uma técnica que tem como base de largada o fato de que o campo possui uma variabilidade em diferentes pontos.

Neste artigo, vamos entrar em detalhes de um dos mais interessantes recursos da plataforma Mappa, o Mapa de Aplicação em Taxa Variável, e como ele pode reduzir o seu gasto com insumos agrícolas.

O que é o Mapa de Aplicação em Taxa Variável? #

A aplicação em taxa variável parte do pressuposto que cada parte de um talhão deverá receber o manejo dos insumos de acordo com o seu potencial produtivo. Isto é, aplicar insumos de forma desregulada, uniforme, ou considerando um cálculo de média vai resultar em desperdício de insumos, independente de quais sejam.

O foco do Mapa de aplicação em taxa variável é a eficácia na aplicação e a racionalização dos recursos disponíveis: áreas com maior potencial produtivo devem receber mais insumos, enquanto áreas de menor potencial produtivo devem receber menos insumos.

O contrário também é válido em alguns casos, como no uso de hormônios inibidores de crescimento no algodão, por exemplo – neste caso, você não vai utilizar no local que ainda precisa se desenvolver, enquanto áreas mais desenvolvidas do plantio devem parar de crescer para harmonizar a colheita receberão a aplicação do inibidor de crescimento.

Por isso, é muito importante que estas decisões sejam responsabilidade do profissional responsável pela lavoura e que este conheça bem o seu local de trabalho. Em resumo: o mapa de aplicação em taxa variável permite uma gestão inteligente dos seus recursos, aplicando no local correto, com o volume indicado, resultando em uma aplicação otimizada para o melhor resultado com o menor gasto possível.

Como é feito o Mapa de Aplicação em Taxa Variável na Mappa? #

Para utilizar este recurso da Mappa, é necessário realizar um voo de mapeamento com drone para mapear a área de interesse. Ele pode ser feito com câmera RGB ou multiespectral, de acordo com o objetivo desejado na aplicação.

Feito o voo e gerado o ortomosaico, o profissional responsável pela área poderá visualizar as diferenças no mapa e tomar a melhor decisão quanto a aplicação do insumo. Então, basta demarcar o talhão na plataforma e solicitar a análise de aplicação em taxa variável, bem como fornecer as informações sobre a área de interesse.

Após essa identificação, são estudadas as dosagens do insumo que será aplicado utilizando a técnica de aplicação em taxa variável. Gera-se então o mapa, com as prescrições específicas para a aplicação, em formato shapefile  – “.shp“.

Em máquinas automatizadas, é possível integrar este mapa ao maquinário, de acordo com marca e modelo, para que a aplicação dos insumos ocorra da maneira mais precisa possível.

Já com máquinas que necessitam operação manual, com o mapa em mãos, o agrônomo ou o responsável pela área pode validar as informações em campo e definir as recomendações de dosagens para cada área demarcada. Sinalizada a divisão dos talhões e da aplicação do insumo, bastará ao operador realizar as alterações na configuração do maquinário quando entrar em uma área específica sinalizada no mapa.

Por exemplo, você possui três talhões em sua área: 1, 2 e 3. Cada área receberá uma dosagem diferente de insumos e caberá então ao operador, quando deixar a área 1 e ingressar na área 2, pausar o serviço e realizar as alterações necessárias no maquinário.

 

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